FATOS SOCIAIS
Hoje fui fazer uma segunda chamada de sociologia na faculdade. Sociologia é um saco. É complexo demais pro meu gosto. Sei que a noção da vida, do mundo e de nós mesmos que temos hoje devemos a esses grandes pensadores, mas é que não consigo entender como as pessoas ganhavam a vida antigamente pensando nessas coisas... Entenda que não falo do lance material, da grana, mas sim do passar a vida refletindo se o indivíduo é a sociedade ou se a sociedade é que é o indivíduo, e fazer disso o grande e maior problema de suas vidas. Acho digno, mas não entendo como. Enfim, o post não trata disso. O fato é que terminei a prova (que foi ótima e péssima ao mesmo tempo...) e quando saí da sala, soube, entre outras coisas, que um colega (odeio essa palavra. Estou aqui a empregando para ressaltar que conhecia o rapaz, mas não era íntima...) de curso e trabalhos extracurriculares morreu. Queimado vivo. Essa notícia me deu vontade de voltar andando da faculdade bem lentamente. Acho que pra esquecer da brevidade da vida. O vento no rosto e a lua crescente me deixaram bem introspectiva. Me vi, de repente, fazendo questionamentos como se fosse Durkheim ou Max Weber. Rsrsrs... No meio do caminho, encontrei um amigo (e posso aqui empregar tal palavra) que cismei de ver durante todo esse final de semana, porém sem nunca tê-lo visto, de fato. Era ele somente ali, naquela hora que me questionava sobre o sentido da vida e das coisas. Esse amigo (que aqui não citarei o nome, façamos dele um amigo fictício) sempre foi aquele que dá preocupação. Aquele por quem passamos horas a fio debatendo a vida e fazendo conjecturas. Um amigo querido e problemático, que todos, aos poucos, foram largando de mão. E ele tá largado. Barba por fazer, emprego pra arrumar, desinteresse por viver. A energia dele tava estranha. Mas meu coração ainda guarda um sentimento tão legal por ele. Guardará sempre, acredito. Tô aqui, amigo. Quando você se encontrar, me chama. Que eu te encontro na hora.
Escrito por M. às 00h13
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TÁ CHEGANDO...!!!
Final de ano eu sempre escrevo mais que nas outras épocas do ano. Sei lá, vai dando (lá ele!) uma nostalgia das coisas... A nostalgia me inspira... Me digam o que acharam... rsrsrs...
EM TRÊS PARTES
PARTE I: A LIÇÃO Um dia aprendi a ser só. Aprendi que eu mesma saberia responder às minhas maiores questões com as minhas melhores respostas. Aprendi que poderia andar com as minhas próprias pernas e dar os meus piores tropeços. Aprendi que era assim que aprendia.
PARTE II: O DESAPRENDIZADO Então eu desaprendi tudo no momento em que percebi que sozinha, não me completava mais. Você já fazia parte de mim e o sentido das coisas dependia diretamente da sua existência.Desaprendi a dar tropeços, porque você me sustentava. Desaprendi a perguntar, porque você já era a minha resposta.
PARTE III: O FATO Certeza, mesmo, eu tenho do amor nosso. Que importa o que um dia soubemos, se no outro, tivemos que aprender tudo de novo? Que importa se um dia caímos, se no momento seguinte, levantamos juntos? Importa a certeza de um amor que sabe que faz bem. Importa sentir, importa saber, importa prazer. O resto vem natural.
Escrito por M. às 15h13
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